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Candidatos mudam estratégia para o 2º turno

Outubro 15, 2008 · Deixe um comentário

Tentando voltar…como devem imaginar, as eleições acabaram comigo e não tive tempo dem de publicar coisas já publicadas em VEJA.com. Aos poucos, vou voltando… Por enquanto, segue outra matéria minha publicada em VEJA.com.

Os 17 pontos de diferença entre Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT), apontado pela pesquisa de intenção de voto do Datafolha do dia 9 de outubro, mudaram o rumo das campanhas dos candidatos à prefeitura de São Paulo. Com a segunda posição na pesquisa, Marta se tornou mais agressiva e partiu para o ataque contra Kassab no seu horário eleitoral gratuito e no primeiro debate entre os dois prefeituráveis. Gilberto Kassab, por sua vez, deve utilizar como estratégia neste segundo turno críticas à gestão da ex-prefeita e comparações entre as duas administrações, mas sem atacar a ex-ministra.

De acordo com o coordenador da campanha de Marta, o deputado federal Carlos Zarattini, essa não é a única mudança na estratégia de campanha da petista. “Antes fazíamos visitas nas casas das pessoas para explicar os planos de governo da Marta e pedir votos. Agora vamos focar mais em panfletagem. Além disso, no horário eleitoral vamos falar muito de assuntos importantes para a cidade, como saúde e segurança”, disse Zarattini à VEJA.com.

No primeiro debate entre os dois candidatos, realizado na Bandeirantes no último domingo, Marta fez questão de comparar as trajetórias políticas dela e de Kassab, dizendo que está ligada ao presidente Lula, enquanto o democrata foi secretário do ex-prefeito Celso Pitta, que foi do governo de Paulo Maluf. Outra estratégia de Marta foi insistir na diferença entre o “prefeito real e o prefeito candidato”, dizendo que Kassab anuncia na campanha propostas que já foram vetadas por ele no passado. “É importante fazer esta comparação e mostrar para o paulistano quem é o Kassab. Antes eram muitos candidatos e não dava tempo para dizer quem ele é. Eu já governei São Paulo e já fui ministra do turismo, os eleitores me conhecem de olhos fechados. Já o Kassab, quem sabe de sua história política?”, disse à VEJA.com a candidata petista. Carlos Zarattini concorda com a ex-ministra e afirma que “antes eram sete pessoas atacando a Marta. Agora será apenas um contra um e a comparação é inevitável “.

Com uma ampla vantagem sobre sua adversária, segundo o Datafolha, Kassab deverá apenas responder às críticas feitas por Marta e mostrar que o seu governo vem sendo mais bem avaliado que o da petista, de acordo com pesquisas de opinião. Carlos Zarattini, porém, faz uma ressalva ao comentar a estratégia de Kassab. “Temos que saber como é feita essa pesquisa. A forma que o instituto pergunta tem que ser analisada. Se alguém pergunta o que eu acho do remédio chegar na minha casa, eu vou dizer que é ótimo. Acho estranho até ser 98% e não 100%. Deveria ser 100. Não é isso que tem que perguntar. Tem que perguntar se ele chega mesmo. Quantas pessoas recebem este remédio?”, disse Zarattini.

Já o coordenador de mobilização da campanha de Kassab, Sérgio Kobayashi, afirmou que o democrata não vai entrar nessa onda de discussão. “Vamos ficar mais na defensiva. Não há nenhum motivo para entrarmos em discussão. Se ela nos atacar, vamos nos defender. Mas não vamos fazer nenhum ataque à candidata. Não temos tempo para isso”, disse Kobayashi.

Categorias: Eleições 2008 · São Paulo · VEJA · geral
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Gripe, dor no corpo e debate na Band

Agosto 1, 2008 · Deixe um comentário

Amigos, quarta-feira peguei uma gripe que não foi brincadeira. Fui dormir e acordei com dores em cada ponto do meu corpo. Hoje, estou um pouco melhor. Quer dizer, bem melhor. Digamos, uns 99%. Ontem, como disse anteriormente, fui ao debate da Rede Bandeirantes, com os candidatos à prefeitura de São Paulo. Minha função era cobrir, em realtime, os bastidores do debate. Segue abaixo o texto. Ah, sim, leia de baixo para cima.

Abraços,

 

Candidatos avaliam desempenho em debate
31 de Julho de 2008
Por André Pontes

• Ao término do debate, os candidatos avaliaram o próprio desempenho e também o saldo do programa. Gilberto Kassab disse que pôde fazer importantes colocações durante o debate. “É a oportunidade do eleitor conhecer melhor os candidatos, para firmar sua convicção de que o melhor para a cidade é dar seqüência à nossa gestão” afirmou.

• Paulo Maluf acredita que o debate foi muito interessante, e acredita que agora a disputa começa a esquentar de fato. “Com todo o respeito aos outros candidatos, às psicólogas e anestesistas, ficou claro que São Paulo precisa de um engenheiro”, encerrou.

• Marta Suplicy avalia este como um dos melhores de que já participou. Para a ex-ministra do Turismo, todos se saíram bem, e colocaram suas propostas mantendo sempre um bom nível. “O programa não teve ataques. Isso foi bom porque pude pedir o voto de confiança do eleitor”, disse.

• Geraldo Alckmin acredita que a duração do programa, duas horas e meia, foi importante para que os candidatos pudessem se aprofundar em temas importantes, como saúde e educação.

• Ciro Moura não poupou elogios à rede Bandeirantes. O candidato disse que não houve agressões durante o debate, mas que precisa “haver mais agressividade na resolução dos problemas da cidade”.

• Para o candidato Renato Reichmann, a discussão foi muito interessante. “Se pegarmos o melhor do que cada um disse a aplicarmos na próxima gestão, dá para fazer um bom trabalho”, afirmou Reichmann.

•Soninha Francine disse ter ficado um pouco insatisfeita com seu desempenho, e que, ao término do programa, ficou imaginando que poderia ter dito algumas coisas de forma diferente. Ainda assim, acredita que o debate foi bom, porque muitos temas diferentes puderam ser discutidos.

•Segundo Ivan Valente, ficou claro que “o Psol é a única proposta alternativa para acabar com o revezamento que há no governo da cidade”.

• Antes de se dirigir à Marta Suplicy para orientá-la no intervalo do quarto para o quinto bloco, um assessor de imprensa da candidata disse em alto e bom som: “o Geraldinho paz e amor virou Geraldinho ódio e rancor”.

• O candidato Ivan Valente levou ao debate uma pasta com o texto de todas as perguntas e réplicas que faz durante o debate. Ou seja, independentemente da resposta do candidato a quem ele pergunta, sua réplica será a que já foi preestabelecida por seus assessores. Durante o quarto bloco do programa, o candidato protagonizou um episódio curioso: fez uma pergunta a um candidato que não era aquele que seus assessores haviam combinado. Durante o intervalo, levou bronca.

• A candidata Marta Suplicy levou ao menos cinco assessores ao debate. Três deles ficam do lado de fora do estúdio, anotando tudo o que é dito durante o programa. No intervalo entre os blocos, os dois assessores que ficam dentro do estúdio dão à Marta orientações baseados naquilo que os outros três lhes disseram pelo celular. Já os assessores de Paulo Maluf, insistem para que o ex-prefeito não desvie o olhar da câmera enquanto estiver falando. O senador Eduardo Suplicy assiste ao debate sentado nos degraus de uma escada, já que não sobrou lugar para ele no estúdio.

• Enquanto o candidato Paulo Maluf explicava que pretende construir mais pistas nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, o que chamou de projeto Freeway, a vice de Kassab, Alda Marco Antônio (PMDB) começou a gargalhar nos bastidores do estúdio da Bandeirantes. Quando notou que estava sendo observada por jornalistas, conteve-se, parecendo envergonhada.

• Durante o intervalo do debate, quase todos os candidatos receberam em sua bancada pelo menos dois assessores. O único que não o fez foi Renato Reichmann. Ele preferiu levantar-se da mesa e ir ao encontro de seu assessor. Um produtor da emissora teve de ir buscá-lo para que não perdesse o retorno do programa.

• Os senadores Aloízio Mercadante e Eduardo Suplicy, do PT, foram ao debate para prestar apoio à Marta Suplicy. Mercadante afirmou que o PT não tem motivos para se preocupar em ganhar os votos da classe média da cidade. “O governo de Marta Suplicy foi para todos”, afirmou. Já o ex-marido da candidata, disse que, se eleita, Marta deverá trabalhar em conjunto com os governos do estado e federal.

• O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, foi à Bandeirantes para apoiar o candidato do DEM, Gilberto Kassab. Questionado sobre se teria vontade de participar efetivamente do programa, Quércia afirmou que “ser político é uma profissão com porta de entrada, mas sem porta de saída”.

• Geraldo Alckmin foi o último a chegar ao prédio da Bandeirantes. O candidato do PSDB disse que o debate é importante pois é o “alvo democrático da campanha”. “Em um debate, quem ganha é o eleitor”. Questionado sobre a provocação de Paulo Maluf, que disse que o melhor para a prefeitura de São Paulo é um engenheiro e não um anestesista, Alckmin, que é médico, preferiu não comentar.

• O atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chegou à Bandeirantes otimista com relação ao debate desta noite. Candidato à reeleição, Kassab espera um programa digno, em que todos possam mostrar suas propostas para que, assim, o eleitor possa fazer sua escolha. “Esse é o primeiro debate do qual participo, assim como a primeira eleição majoritária de que participo”, afirmou o candidato que, mesmo iniciante, diz não temer enfrentar os veteranos Marta, Alckmin e Maluf.

• Os candidatos Soninha Francine (PPS), Marta Suplicy (PT), Paulo Maluf (PP) e Gilberto Kassab (DEM) já chegaram ao prédio da rede Bandeirantes. Soninha preferiu se dirigir à emissora de bicicleta. Segundo ela, o trajeto, da Praça do Ciclista, na avenida Paulista, até o bairro do Morumbi, levou 40 minutos. “O paulistano tem que andar mais de bicicleta. Essa pode ser uma das soluções, mas não a única, para o trânsito da cidade”, disse a candidata do PPS, cujo maior medo sobre o debate é, segundo afirmou, ter apenas um minuto para falar. “Não vou falar somente três palavras sobre educação, trânsito e saúde. Vou tentar expor o mínimo que posso fazer pela cidade”.

• A candidata Marta Suplicy também falou sobre suas expectativas com relação ao programa. Para a ex-ministra, o eleitor gosta de debates. Marta disse que há muita coisa a ser feita pela cidade de São Paulo e que espera voltar ao governo para continuar com o trabalho que iniciou em sua gestão, e que foi interrompido. Após a entrevista, enquanto se dirigia à sala onde aguardará o início do programa, a candidata prendeu o sapato no tapete e acabou ficando descalça.

• O primeiro candidato à prefeitura de São Paulo a chegar ao prédio da Bandeirantes foi Renato Reichmann, do PMN. Ele chegou por volta das 19h30, acompanhado de sua família. Pouco depois, às 20h20, foi a vez de Ivan Valente, do Psol. Os candidatos vão aguardar o início do programa acomodados em salas em diferentes andares do prédio da emissora. Conforme forem chegando, todos deverão posar para fotos e conversar com os jornalistas a respeito de suas expectativas sobre o debate. Reichmann não o fez porque chegou antes mesmo de a imprensa estar autorizada a entrar no prédio da Bandeirantes.

• Valente falou sobre seu programa de governo, que chamou de “democratização de decisões para a cidade de São Paulo”, e disse ainda que o debate desta noite deve ser “esclarecedor”. “Não adianta escolher um gerente diferente para as mesmas propostas. A população de São Paulo deve escolher um candidato que tenha uma proposta diferente”, afirmou.

• A candidata Marta Suplicy, do PT, deve chegar somente por volta das 21h. Ela esteve durante todo o dia se preparando para o programa de sua casa, no bairro paulistano dos Jardins. A ex-ministra do Turismo teve diversas reuniões para estudar temas da cidade de São Paulo que lhe podem ser questionados durante o debate. Segundo sua assessoria, a candidata esteve afastada de assuntos específicos da cidade justamente pelo cargo de ministra.

• Dias antes do debate, PSDB, DEM e PT fizeram um acordo para que não houvesse militantes de seus partidos na porta da emissora. Os poucos manifestantes que se concentram próximo à TV Bandeirantes nesta quinta pertencem ao Psol e ao PT do B. “Estamos aqui para ajudar o Toni (Rodrigues, candidato a vice na chapa de Ciro Moura). Não estamos ganhando nada para isso. Acreditamos que a manifestação pode ajudar nosso partido”, explica a militante do PT do B, Luana Ferraz. Questionada sobre o candidato a prefeito pela chapa, ela não soube dizer quem ele é.

• Ao contrário do que aconteceu nos últimos debates promovidos pela TV Bandeirantes, nesta quinta-feira, há poucos militantes e correligionários dos partidos à porta da emissora. O policiamento nas ruas do bairro do Morumbi, em São Paulo, onde está localizado o prédio da Band, é intenso. As ruas ao redor da emissora estão interditadas.

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