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Gripe, dor no corpo e debate na Band

Agosto 1, 2008 · Deixe um comentário

Amigos, quarta-feira peguei uma gripe que não foi brincadeira. Fui dormir e acordei com dores em cada ponto do meu corpo. Hoje, estou um pouco melhor. Quer dizer, bem melhor. Digamos, uns 99%. Ontem, como disse anteriormente, fui ao debate da Rede Bandeirantes, com os candidatos à prefeitura de São Paulo. Minha função era cobrir, em realtime, os bastidores do debate. Segue abaixo o texto. Ah, sim, leia de baixo para cima.

Abraços,

 

Candidatos avaliam desempenho em debate
31 de Julho de 2008
Por André Pontes

• Ao término do debate, os candidatos avaliaram o próprio desempenho e também o saldo do programa. Gilberto Kassab disse que pôde fazer importantes colocações durante o debate. “É a oportunidade do eleitor conhecer melhor os candidatos, para firmar sua convicção de que o melhor para a cidade é dar seqüência à nossa gestão” afirmou.

• Paulo Maluf acredita que o debate foi muito interessante, e acredita que agora a disputa começa a esquentar de fato. “Com todo o respeito aos outros candidatos, às psicólogas e anestesistas, ficou claro que São Paulo precisa de um engenheiro”, encerrou.

• Marta Suplicy avalia este como um dos melhores de que já participou. Para a ex-ministra do Turismo, todos se saíram bem, e colocaram suas propostas mantendo sempre um bom nível. “O programa não teve ataques. Isso foi bom porque pude pedir o voto de confiança do eleitor”, disse.

• Geraldo Alckmin acredita que a duração do programa, duas horas e meia, foi importante para que os candidatos pudessem se aprofundar em temas importantes, como saúde e educação.

• Ciro Moura não poupou elogios à rede Bandeirantes. O candidato disse que não houve agressões durante o debate, mas que precisa “haver mais agressividade na resolução dos problemas da cidade”.

• Para o candidato Renato Reichmann, a discussão foi muito interessante. “Se pegarmos o melhor do que cada um disse a aplicarmos na próxima gestão, dá para fazer um bom trabalho”, afirmou Reichmann.

•Soninha Francine disse ter ficado um pouco insatisfeita com seu desempenho, e que, ao término do programa, ficou imaginando que poderia ter dito algumas coisas de forma diferente. Ainda assim, acredita que o debate foi bom, porque muitos temas diferentes puderam ser discutidos.

•Segundo Ivan Valente, ficou claro que “o Psol é a única proposta alternativa para acabar com o revezamento que há no governo da cidade”.

• Antes de se dirigir à Marta Suplicy para orientá-la no intervalo do quarto para o quinto bloco, um assessor de imprensa da candidata disse em alto e bom som: “o Geraldinho paz e amor virou Geraldinho ódio e rancor”.

• O candidato Ivan Valente levou ao debate uma pasta com o texto de todas as perguntas e réplicas que faz durante o debate. Ou seja, independentemente da resposta do candidato a quem ele pergunta, sua réplica será a que já foi preestabelecida por seus assessores. Durante o quarto bloco do programa, o candidato protagonizou um episódio curioso: fez uma pergunta a um candidato que não era aquele que seus assessores haviam combinado. Durante o intervalo, levou bronca.

• A candidata Marta Suplicy levou ao menos cinco assessores ao debate. Três deles ficam do lado de fora do estúdio, anotando tudo o que é dito durante o programa. No intervalo entre os blocos, os dois assessores que ficam dentro do estúdio dão à Marta orientações baseados naquilo que os outros três lhes disseram pelo celular. Já os assessores de Paulo Maluf, insistem para que o ex-prefeito não desvie o olhar da câmera enquanto estiver falando. O senador Eduardo Suplicy assiste ao debate sentado nos degraus de uma escada, já que não sobrou lugar para ele no estúdio.

• Enquanto o candidato Paulo Maluf explicava que pretende construir mais pistas nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, o que chamou de projeto Freeway, a vice de Kassab, Alda Marco Antônio (PMDB) começou a gargalhar nos bastidores do estúdio da Bandeirantes. Quando notou que estava sendo observada por jornalistas, conteve-se, parecendo envergonhada.

• Durante o intervalo do debate, quase todos os candidatos receberam em sua bancada pelo menos dois assessores. O único que não o fez foi Renato Reichmann. Ele preferiu levantar-se da mesa e ir ao encontro de seu assessor. Um produtor da emissora teve de ir buscá-lo para que não perdesse o retorno do programa.

• Os senadores Aloízio Mercadante e Eduardo Suplicy, do PT, foram ao debate para prestar apoio à Marta Suplicy. Mercadante afirmou que o PT não tem motivos para se preocupar em ganhar os votos da classe média da cidade. “O governo de Marta Suplicy foi para todos”, afirmou. Já o ex-marido da candidata, disse que, se eleita, Marta deverá trabalhar em conjunto com os governos do estado e federal.

• O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, foi à Bandeirantes para apoiar o candidato do DEM, Gilberto Kassab. Questionado sobre se teria vontade de participar efetivamente do programa, Quércia afirmou que “ser político é uma profissão com porta de entrada, mas sem porta de saída”.

• Geraldo Alckmin foi o último a chegar ao prédio da Bandeirantes. O candidato do PSDB disse que o debate é importante pois é o “alvo democrático da campanha”. “Em um debate, quem ganha é o eleitor”. Questionado sobre a provocação de Paulo Maluf, que disse que o melhor para a prefeitura de São Paulo é um engenheiro e não um anestesista, Alckmin, que é médico, preferiu não comentar.

• O atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chegou à Bandeirantes otimista com relação ao debate desta noite. Candidato à reeleição, Kassab espera um programa digno, em que todos possam mostrar suas propostas para que, assim, o eleitor possa fazer sua escolha. “Esse é o primeiro debate do qual participo, assim como a primeira eleição majoritária de que participo”, afirmou o candidato que, mesmo iniciante, diz não temer enfrentar os veteranos Marta, Alckmin e Maluf.

• Os candidatos Soninha Francine (PPS), Marta Suplicy (PT), Paulo Maluf (PP) e Gilberto Kassab (DEM) já chegaram ao prédio da rede Bandeirantes. Soninha preferiu se dirigir à emissora de bicicleta. Segundo ela, o trajeto, da Praça do Ciclista, na avenida Paulista, até o bairro do Morumbi, levou 40 minutos. “O paulistano tem que andar mais de bicicleta. Essa pode ser uma das soluções, mas não a única, para o trânsito da cidade”, disse a candidata do PPS, cujo maior medo sobre o debate é, segundo afirmou, ter apenas um minuto para falar. “Não vou falar somente três palavras sobre educação, trânsito e saúde. Vou tentar expor o mínimo que posso fazer pela cidade”.

• A candidata Marta Suplicy também falou sobre suas expectativas com relação ao programa. Para a ex-ministra, o eleitor gosta de debates. Marta disse que há muita coisa a ser feita pela cidade de São Paulo e que espera voltar ao governo para continuar com o trabalho que iniciou em sua gestão, e que foi interrompido. Após a entrevista, enquanto se dirigia à sala onde aguardará o início do programa, a candidata prendeu o sapato no tapete e acabou ficando descalça.

• O primeiro candidato à prefeitura de São Paulo a chegar ao prédio da Bandeirantes foi Renato Reichmann, do PMN. Ele chegou por volta das 19h30, acompanhado de sua família. Pouco depois, às 20h20, foi a vez de Ivan Valente, do Psol. Os candidatos vão aguardar o início do programa acomodados em salas em diferentes andares do prédio da emissora. Conforme forem chegando, todos deverão posar para fotos e conversar com os jornalistas a respeito de suas expectativas sobre o debate. Reichmann não o fez porque chegou antes mesmo de a imprensa estar autorizada a entrar no prédio da Bandeirantes.

• Valente falou sobre seu programa de governo, que chamou de “democratização de decisões para a cidade de São Paulo”, e disse ainda que o debate desta noite deve ser “esclarecedor”. “Não adianta escolher um gerente diferente para as mesmas propostas. A população de São Paulo deve escolher um candidato que tenha uma proposta diferente”, afirmou.

• A candidata Marta Suplicy, do PT, deve chegar somente por volta das 21h. Ela esteve durante todo o dia se preparando para o programa de sua casa, no bairro paulistano dos Jardins. A ex-ministra do Turismo teve diversas reuniões para estudar temas da cidade de São Paulo que lhe podem ser questionados durante o debate. Segundo sua assessoria, a candidata esteve afastada de assuntos específicos da cidade justamente pelo cargo de ministra.

• Dias antes do debate, PSDB, DEM e PT fizeram um acordo para que não houvesse militantes de seus partidos na porta da emissora. Os poucos manifestantes que se concentram próximo à TV Bandeirantes nesta quinta pertencem ao Psol e ao PT do B. “Estamos aqui para ajudar o Toni (Rodrigues, candidato a vice na chapa de Ciro Moura). Não estamos ganhando nada para isso. Acreditamos que a manifestação pode ajudar nosso partido”, explica a militante do PT do B, Luana Ferraz. Questionada sobre o candidato a prefeito pela chapa, ela não soube dizer quem ele é.

• Ao contrário do que aconteceu nos últimos debates promovidos pela TV Bandeirantes, nesta quinta-feira, há poucos militantes e correligionários dos partidos à porta da emissora. O policiamento nas ruas do bairro do Morumbi, em São Paulo, onde está localizado o prédio da Band, é intenso. As ruas ao redor da emissora estão interditadas.

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