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O sonho era antigo e recíproco. O anuncio era iminente, um dia ia acontecer. Nesta manhã, a Ferrari anunciou o bi-campeao do mundo Fernando Alonso como o mais novo piloto de Maranello. O espanhol chega na Ferrari com contrato de 5 anos e mais um opcional. Mais ou menos o que a equipe italiana fez com Schumacher em 96. Enquanto isso, Felipe Massa tem apenas o ano que vem de contrato. Em outras palavras, Alonso chega com status de primeiro piloto e para ser o novo Schumacher. Para o Massa restam 3 opções: aceitar ser o novo rubinho da Ferrari e fiel escudeiro de Alonso, ser o Hamilton de 2007- andando mais que o Alonso e expulsando o espanhol da equipe – ou pegar o seu chapéu e se mandar para outro time. Se eu tivesse que apostar, jogaria minhas fichas que ele tentará ser o novo Hamilton. Não vai aceitar ser o novo Rubinho nem aqui, nem na China. Pesa contra o brasileiro, o fato de Alonso ser, de longe, o melhor piloto em atividade na categoria.
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A posição de largar para o GP de Cingapura é tão importante quanto o de Mônaco. A pista não permite ultrapassagens e amanhã deveremos ter uma corrida carreata. Daquelas das mais chatas, diga-se.
Logo no primeiro minuto de treino, Grosjean passou reto na curva seis. Não é um bom piloto e foi colocado na Renault por Briatori. Portanto, não deve ter vida longa na categoria. Não passou para o segundo treino – para felicidade de Lucas di Grassi. As Force Índia voltaram para seus lugares e seus pilotos, Liuzzi e Sutil, também ficaram na primeira degola. Acompanharam eles Alguerossuari e Fisichela. Aliás, acho que esqueceram de avisar o italiano que ele está andando de Ferrari e não mais com aquela carroça da Force Índia. O primeiro treino teve domínio de Hamilton. Foi o primeiro no final de semana a virar abaixo de 1min47s.
O segundo treino costuma ser o melhor da atual Fórmula 1. É a hora que os fracos ficam para trás e os fortes mostram quem manda na brincadeira. As Braws, que não são tão mais fortes, suaram para conseguir ficar entre os 10 primeiros. E o Button foi um dos fracos que não conseguiu. Largará em 12. Ponto para o Rubinho, que passou para o terceiro treino, provando mais uma vez que está na melhor fase da sua carreira. Tem tudo para diminuir a vantagem de Button amanhã, mesmo perdendo as cinco posições no grid por causa da troca de câmbio. Foram cortados também Raikkonen, Buemi, Trulli e Nakajima. Enquanto o japonês fazia o 11 tempo, seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, brilhava na frente e ficava com a primeira colocação, seguido por Webber. Dificilmente o Nakajima terá um lugar na F-1 do ano que vem.
Fomos para a terceira parte do treino. A Red Bull veio forte com Vettel e Webber, mas não o suficiente para derrotar Hamilton. A McLaren andou rápida durante todo o final de semana. O inglês é o favorito para a prova de amanhã. Mas o que mais chamou atenção no final do treino foi a batida de Rubinho. A 30 segundos do final da classificação o brasileiro pegou sujeira na pista e foi parar no muro. A bandeira vermelha anulou as chances de alguém mudar de posição no grid. Rubinho larga, assim, em décimo lugar. Deve estar muito pesado e, se assim estiver, conseguiu uma boa posição de largada – se pensarmos no campeonato. Na estratégia pode até conseguir um lugar no pódio. Se Button não pontuar, seria um sonho para o brasileiro. O treino acabou com Hamilton na pole e Vettel em segundo.Seguem os dois, NIco Rosberg, Mark Webber, Fernando Alonso, Timo Glock, Nick Heidfeld, Kubica e Kovalinen.
Até mais.
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Os treinos livres de sexta-feira não costumam dizer muita coisa. Algumas equipes vem com tanque cheio e outras não, portanto fica muito difícil fazer qualquer análise. Mas vamos tentar alguns pitacos.
A Red Bull não costuma andar bem de sexta-feira, mas hoje liderou a segunda sessão com Vettel. Pode significar que vão dominar este GP. Além do que, o Webber vinha numa volta rápida quando bateu.
Rubinho está bem. Fez o melhor tempo pela manhã e ficou em 11º na segunda sessão – lotado de gasolina. Button ficou atrás na primeira e em quinto na segunda. Creio que estava mais leve que o brasileiro. Rubinho, para mim, está melhor para essa corrida. Confiança é tudo.
As Ferraris treinaram muito pesadas e, por isso, devem estar rápidas para o treino de amanhã.
Outra favorita é a McLaren. A equipe britânica também andou bem em Cingapura.
A surpresa foi Alonso. O espanhol cravou uma volta boa no final do treino. Mas seria interessante se ele largasse no pelotão de trás. Será que ele iria com a mesma tática do ano passado? Acho que não.
Piada pronta: a batida do Grosjean na mesma curva do Nelsinho. Será que ele estava ensaiando?
Quem sai ganhando com a promessa de uma prova tão disputada como esta? Rubens Barrichello. Com tantos carros em condições reais de vencer, não é loucura pensar que ele pode, sim, conseguir uma vitória e ter Button em sétimo, oitavo.
É isso. Ah, programe-se. Amanhã o treino será às 11 da matina e não 9, como de costume. A corrida, sim, será às 9.
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Correria, muita correria. E acabei deixando de lado este espaço. Vou tentar retomar aos poucos. Sim, mais uma vez.
Está pingando no twitter e nos sites “especializados” em F-1 que o piloto brasileiro Lucas di Grassi está no aquecimento para correr em Cingapura. Grosjean teria passado mal hoje e ficado no hotel. A Renault divulgará amanhã quem corre.
Isso me deixa numa grande expectativa. Acompanho a carreira do Di Grassi desde a época do Kart. Para mim, é o melhor piloto dessa nova geração (Senna e Piquet – se é que o segundo pode ser considerado piloto).
O Di Grassi só não é piloto titular de uma equipe hoje porque não tem dinheiro, o que, infelizmente, conta muito na categoria. Vamos aguardar. E torcer. O cara é bom.
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Mônaco e 500 milhas de Indianápolis no mesmo domingo. Neste domingo. Sim, neste próximo dia 24. É para deixar qualquer fanático por automobilismo doido, roendo as unhas e ansioso pelo despertar do dia em que Deus resolveu descansar. A nostalgia do momento me faz lembrar da infância. Da época em que eu era fanático por Fórmula Indy – mais do que F-1 (logo depois da morte do Senna) – e ficava contando um por um dos 30 dias que separavam o Pole Day para o dia da corrida em Indianápolis. A narração era sempre do amigo Téo José, com quem tive a honra de trabalhar na Jovem Pan.
Lembro quando passei a admirar um alemãozinho doido, cujo nome – se não me engano – era Schumacher e com isso voltei minhas atenções para a Fórmula 1 de novo. Lembro, como se fosse hoje, dos domingos de comer massa na casa da minha avó italiana Dayci. Lembro quando a contagem dos 30 dias chegava ao final e coincidia com o GP de Mônaco. Esses domingos se tornavam especiais. Neste próximo não vou comer massa na minha avó, pois aqui ela não vive mais, mas vou comer pastel na minha sogra. Gostoso igual.
E o domingo é especial. Especial porque tem Mônaco e Indianápolis. Especial porque tem automobilismo o dia inteiro. Duas corridas históricas, duas marcas do automobilismo. Meu palpite - Rubinho e Helio Castroneves levam. O único problema é que ainda é sexta. Falta passar sábado ainda. E você, o que vai fazer no domingo?
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A (rainha) Hortência perdeu uma grande chance de ficar quieta na cerimônia de posse do novo presidente da CBB, realizada na terça-feira, no Rio de Janeiro. Durante sua apresentação – ela vai ficar à frente da administração do basquete feminino do Brasilis – a ex-jogadora (aliás, uma das melhores da história) resolveu meter o bedelho onde não é chamada. E soltou a seguinte frase: “Desejo sorte ao novo presidente. Sorte é trabalho, mas é preciso ter estrela. O Rubinho Barrichello, por exemplo, tem estrela, apesar de muitos dizerem que não. Ele é milionário, ganha muito dinheiro. O problema é que a estrela dele fica na bunda e se apaga quando ele senta no cockpit”, disse. Ora, ora, ora. Hortência tem números invejosos.
Foi campeã mundial em 94, por exemplo. Agora, porque ela tem que meter o Rubinho na roda? Não estou aqui para defendê-lo, mas, querendo ou não, ele faz um trabalho honesto. Ganha seu dinheiro sem jogar sujo, foi 2 vezes vice-campeão mundial (ficando apenas atrás de Schumacher – só!), pilota há mais de 10 anos na principal categoria do automobilismo, é ídolo no exterior (só no país tupiniquins que não).
Acho, sinceramente, que a “brincadeira” que ela fez com Rubinho foi a mais maldosa já recebida pelo piloto. Ganhou de longe da brincadeira do Pânico, entregando a tartaruga para o Schumacher, das brincadeiras do Casseta e Planeta. Foi uma brincadeira de graça e infeliz. E, mais uma vez me pergunto, porque as pessoas têm que falar dos outros? É tão difícil cuidar só do seu umbigo? Cada vez mais me convenço que os gênios deveriam ter vida curta. Com o tempo eles começam a só fazer merda.
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