Tentando voltar…como devem imaginar, as eleições acabaram comigo e não tive tempo dem de publicar coisas já publicadas em VEJA.com. Aos poucos, vou voltando… Por enquanto, segue outra matéria minha publicada em VEJA.com.
Os 17 pontos de diferença entre Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT), apontado pela pesquisa de intenção de voto do Datafolha do dia 9 de outubro, mudaram o rumo das campanhas dos candidatos à prefeitura de São Paulo. Com a segunda posição na pesquisa, Marta se tornou mais agressiva e partiu para o ataque contra Kassab no seu horário eleitoral gratuito e no primeiro debate entre os dois prefeituráveis. Gilberto Kassab, por sua vez, deve utilizar como estratégia neste segundo turno críticas à gestão da ex-prefeita e comparações entre as duas administrações, mas sem atacar a ex-ministra.
De acordo com o coordenador da campanha de Marta, o deputado federal Carlos Zarattini, essa não é a única mudança na estratégia de campanha da petista. “Antes fazíamos visitas nas casas das pessoas para explicar os planos de governo da Marta e pedir votos. Agora vamos focar mais em panfletagem. Além disso, no horário eleitoral vamos falar muito de assuntos importantes para a cidade, como saúde e segurança”, disse Zarattini à VEJA.com.
No primeiro debate entre os dois candidatos, realizado na Bandeirantes no último domingo, Marta fez questão de comparar as trajetórias políticas dela e de Kassab, dizendo que está ligada ao presidente Lula, enquanto o democrata foi secretário do ex-prefeito Celso Pitta, que foi do governo de Paulo Maluf. Outra estratégia de Marta foi insistir na diferença entre o “prefeito real e o prefeito candidato”, dizendo que Kassab anuncia na campanha propostas que já foram vetadas por ele no passado. “É importante fazer esta comparação e mostrar para o paulistano quem é o Kassab. Antes eram muitos candidatos e não dava tempo para dizer quem ele é. Eu já governei São Paulo e já fui ministra do turismo, os eleitores me conhecem de olhos fechados. Já o Kassab, quem sabe de sua história política?”, disse à VEJA.com a candidata petista. Carlos Zarattini concorda com a ex-ministra e afirma que “antes eram sete pessoas atacando a Marta. Agora será apenas um contra um e a comparação é inevitável “.
Com uma ampla vantagem sobre sua adversária, segundo o Datafolha, Kassab deverá apenas responder às críticas feitas por Marta e mostrar que o seu governo vem sendo mais bem avaliado que o da petista, de acordo com pesquisas de opinião. Carlos Zarattini, porém, faz uma ressalva ao comentar a estratégia de Kassab. “Temos que saber como é feita essa pesquisa. A forma que o instituto pergunta tem que ser analisada. Se alguém pergunta o que eu acho do remédio chegar na minha casa, eu vou dizer que é ótimo. Acho estranho até ser 98% e não 100%. Deveria ser 100. Não é isso que tem que perguntar. Tem que perguntar se ele chega mesmo. Quantas pessoas recebem este remédio?”, disse Zarattini.
Já o coordenador de mobilização da campanha de Kassab, Sérgio Kobayashi, afirmou que o democrata não vai entrar nessa onda de discussão. “Vamos ficar mais na defensiva. Não há nenhum motivo para entrarmos em discussão. Se ela nos atacar, vamos nos defender. Mas não vamos fazer nenhum ataque à candidata. Não temos tempo para isso”, disse Kobayashi.




